O Ministério Público de São Paulo (MP-SP) e a Corregedoria da Polícia Civil deflagraram, na manhã desta sexta-feira (28), uma operação contra um grupo suspeito de cobrar propina para liberar cargas ilegais de celulares e outros eletrônicos interceptadas por policiais civis.
Dos sete mandados de prisão preventiva expedidos pela Justiça, cinco haviam sido cumpridos até a última atualização. Foram presos três policiais civis — José Adriano Nishi, Bruno dos Santos e Marcos Vinicius —, o advogado Sidiclei Almeida e o empresário do Paraná Jonathan Vieira. Dos dois alvos restantes, Thiago Magnabosco é considerado foragido e está no Paraguai, segundo a investigação, enquanto um policial civil ainda é procurado.
Também são cumpridos 18 mandados de busca e apreensão.
Entre os alvos identificados pela investigação estão:
- Bruno Moreno dos Santos — policial civil. É investigado por suspeita de participar da apreensão de uma carga de celulares em 17 de junho de 2024, na qual apenas parte da mercadoria teria sido formalmente apreendida;
- José Adriano Pereira da Silva Nishi — policial civil. Segundo a investigação, participou das negociações para a liberação irregular de uma carga apreendida;
- Marcos Vinicius — policial civil;
- Sidiclei Almeida — advogado. É apontado como intermediário nas negociações entre policiais e empresários e teria atuado na cobrança e operacionalização dos pagamentos;
- Jonathan Vieira — empresário e apontado como um dos intermediários do esquema no Paraná.



