A perícia realizada no celular da policial militar Gisele Alves Santana, concluída nesta quarta-feira (25), localizou conversas que haviam sido deletadas do aparelho da PM, encontrada morta em seu apartamento em fevereiro deste ano.
A extração de dados recuperou mensagens em que a soldado confronta o marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pela morte, sobre uma suposta traição e exige o divórcio nas horas que antecederam o crime.
Nas mensagens recuperadas, pedia o fim do relacionamento. “Quero me separar. Vou ser ex, não corna”, escreveu Gisele em um dos trechos.
Em outra mensagem, ela enfatiza que a separação seria o único caminho possível, pois já não conseguia mais confiar no companheiro.
Além do conteúdo das conversas, o laudo apontou que Geraldo fez uma “limpeza” no telefone após a morte de sua esposa.
Em seus depoimentos, Geraldo alegava que a discussão na manhã da tragédia havia sido motivada por ele ter pedido o divórcio e que a esposa não teria aceitado. As mensagens, no entanto, mostram que a mulher era quem pedia a separação.
Relembre o caso
Inicialmente registrada como suicídio, a morte passou a ser investigada como feminicídio qualificado com fraude processual.
As investigações apontam que o relacionamento era marcado por violência psicológica, física e patrimonial, além de controle coercitivo. Mensagens as quais a reportagem teve acesso mostram o comportamento autoritário do oficial, que exigia submissão da esposa.



