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Galípolo: percepção do rotativo do cartão como renda é problema para economia

Ao participar na manhã desta segunda-feira, 30, do J.Safra Macro Day, no painel “BC: Perspectivas pra a Economia Brasleira”, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, disse ver como um problema o fato de boa parte da população considerar o rotativo do cartão de crédito como renda disponível.

Para ele, o debate sobre o endividamento da população tem sido atravessado por fatores conjunturais e estruturais, com impactos diretos no custo de acesso ao crédito e na percepção que as famílias têm da própria situação financeira.

De acordo com o banqueiro central, no contexto de aperto monetário, o encarecimento do crédito é apresentado como parte do mecanismo de transmissão da política monetária, que “gera restrições do ponto de vista do endividamento” e afeta o custo de tomar recursos. Ao mesmo tempo, de acordo com ele, a leitura do endividamento não é homogênea.

“Em pesquisas sobre o tema, aparece uma compreensão bastante heterogênea entre os brasileiros: muitas pessoas não se consideram endividadas se não houver atraso, mesmo quando têm financiamentos e parcelas em dia”, disse ele.

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