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As pesquisas do Datafolha indicarão quem será o presidente?

O resultado da pesquisa do Datafolha sobre os candidatos ao Palácio do Planalto deve ser divulgado nesta quinta-feira (5). De acordo com outros levantamentos, como o do Real Time Big Data, divulgado nesta terça-feira (3), Lula e Flávio Bolsonaro aparecem tecnicamente empatados em eventual segundo turno, com o presidente atingindo 42 contra 41 do senador.

De forma surpreendente, Ratinho Júnior se desgarrou do pelotão de baixo e também, num segundo turno, estaria em empate técnico com Lula. O presidente chegaria com 43 contra 39 do governador paranaense. Nas duas situações, Lula permanece estagnado nesses percentuais, enquanto seus concorrentes ganham pontos.

Difícil prever com tanta antecedência

Independentemente do resultado do Datafolha, corroborando ou não os dados divulgados no dia 3, surge a pergunta: os candidatos devem se preocupar ou se entusiasmar com esses números? A pouco mais de seis meses das eleições, embora a tendência de ascensão ou queda deva ser observada, ainda é cedo para qualquer prognóstico.

Para dar ideia dessas mudanças, vale observar como os principais concorrentes apareciam nas pesquisas seis meses antes das últimas eleições, todas realizadas em abril.

Collor X Lula

Em 1989, é possível incluir um terceiro concorrente, já que os percentuais eram muito próximos: Brizola com 13, Lula com 12 e Collor com 14. Quem ousasse fazer suposições poderia se equivocar. No fim, Collor venceu Lula por 53,03% a 46,97%. Brizola ficou para trás e, mesmo sendo de esquerda como Lula, a transferência de votos não foi suficiente.

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FHC vence Lula duas vezes

Em 1994, Lula foi novamente derrotado. Mas nesse caso houve grande reviravolta. As pesquisas de abril indicavam Lula com 42 e Fernando Henrique Cardoso com 16. Com as urnas abertas, as posições se inverteram de forma considerável. FHC se elegeu com 54,24% contra apenas 27,07% de Lula.

Em 1998, FHC se reelegeu com grande diferença sobre Lula, 53,06% a 31,71%. Ninguém estranhou, pois as pesquisas seis meses antes já indicavam o largo favoritismo do então presidente, 41 a 25. Essa seria a última derrota de Lula nas disputas presidenciais.

Lula vence duas vezes seguidas

Em 2002, sem nunca ter esmorecido, Lula enfrentou José Serra. A lembrança do nome do petista deve ter colaborado para a vitória. Depois de três campanhas, a população já sabia quem era Lula. As pesquisas davam boa vantagem a ele, 31 a 19. As urnas confirmaram a vitória com margem expressiva, 61,27% a 38,72%.

Em 2006, com a popularidade em alta, não havia concorrente à altura. Lula se reelegeu com relativa facilidade. As pesquisas davam a ele folgada diferença sobre Geraldo Alckmin, 40 a 20. O resultado não surpreendeu: venceu por 60,83% a 39,17%.

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Dilma com a bênção de Lula

Em 2010, como não podia mais concorrer por já ter ocupado o cargo duas vezes, passou o bastão para Dilma Rousseff. Até então desconhecida da maioria da população, com a bênção do padrinho político largou atrás de Serra: ela com 28 e o adversário com 38. Em seis meses, porém, as posições se inverteram. Dilma foi eleita com 56,09% contra 43,95% de Serra.

Em 2014, embora Aécio Neves tenha largado bem atrás nas pesquisas, 38 a 16, Dilma precisou suar para se reeleger por margem apertada, 51,64% a 48,36%. Era o prenúncio de que não teria vida fácil no segundo governo. Tanto assim que não conseguiu cumprir o mandato, sendo impichada.

Embates entre Lula e Bolsonaro

Em 2018, Lula estava preso em Curitiba e impedido de concorrer. Indicou Fernando Haddad como candidato. Quando o nome de Lula aparecia nas pesquisas de abril, ficava bem à frente de Bolsonaro, 31 a 15. A apuração dos votos, entretanto, mostrou que Haddad não conquistara o eleitorado. Bolsonaro venceu por 55,13% a 44,87%.

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