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Operação mira esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em departamentos da Polícia Civil de SP

A Polícia Federal e o Ministério Público deflagram uma operação contra um esquema de corrupção e lavagem de dinheiro em departamentos estratégicos da Polícia Civil de São Paulo, envolvendo propinas, bens de luxo e transações feitas por empresas de fachada.

Entre os bens apreendidos na operação estão três carros de luxo — um Porsche, uma BMW e um Jaguar — avaliados em cerca de R$ 1,5 milhão.

Até agora, nove pessoas foram presas na operação, e ainda há dois mandados de prisão em aberto.

A investigação identificou uma rede de policiais, doleiros, advogados e operadores financeiros que manipulavam investigações, destruíam provas e interferiam em inquéritos policiais.

A denúncia cita uma espécie de “drive-thru” da propina em um hangar da Polícia Civil no aeroporto do Campo de Marte, que era onde investigados entregavam dinheiro em espécie para os envolvidos no esquema.

É mencionada também a tentativa bem-sucedida de substituir um HD apreendido durante buscas judiciais por um que estava vazio.

Além de conversas com líderes de organizações criminosa para pedir “consultoria” de como ganhar dinheiro fora do serviço de polícia.

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Entre os laranjas do grupo, Odair Alves da Silveira Filho movimentou R$ 12 milhões em dinheiro vivo e cheques. A Justiça decretou medidas cautelares contra ele.

Outro operador do esquema, Robson Martins de Souza, movimentou mais de R$ 8,7 milhões por meio de empresas de fachada. Ele também é suspeito de substituir discos rígidos apreendidos no DEIC para eliminar provas de investigações.

Entre os operadores financeiros do grupo está o doleiro Leonardo Meirelles, que já havia sido investigado na Operação Lava Jato. Até o momento, ele não foi encontrado.

Preso na ação de hoje, o delegado João Eduardo da Silva, do 35º Distrito Policial, no Jabaquara, aparece como principal nome que facilitava essas tratativas ilícitas.

O governador em exercício, Felicio Ramuth, falou sobre a operação e disse o esquema de corrupção é algo ‘pontual’ que não afeta toda a corporação.

O que diz o relatório da PF

A CBN teve acesso ao relatório de inteligência da Polícia Federal que detalha a investigação sobre esse esquema de corrupção. Segundo o documento, o Departamento Estadual de Investigações Criminais, DEIC, é uma das unidades mais citadas, com registros frequentes de pagamentos substanciais para obstruir investigações.

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Também é citado o Departamento de Polícia de Proteção à Cidadania, o DPPC, registros de pagamentos de R$ 60 mil para resolver pendências em investigações, e o 16º Distrito Policial, na Vila Clementino, identificado como um ponto de manipulação investigativa onde foram solicitados valores expressivos, como uma solicitação de R$ 5 milhões em propina no âmbito de uma investigação envolvendo gestoras financeiras. O delegado João Eduardo da Silva, um dos presos hoje, era dessa delegacia antes de assumir o 35º DP.

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